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Backstreet Boys vão de quatro a nove shows em Toronto em cinco dias
Anunciada com quatro datas no dia 2 de outubro, a temporada dos Backstreet Boys no Rogers Centre, em Toronto, chegou a nove shows em cinco dias. Até 50 mil pessoas por noite para ouvir um disco de 1999.
Em 30 segundos
- Os Backstreet Boys anunciaram quatro shows em Toronto em 2 de outubro; em 7 de outubro já eram nove, todos em fevereiro de 2027.
- A residência celebra o álbum Millennium, de 1999, e o Rogers Centre recebe até 50 mil pessoas por show.
- Com seis datas, o grupo já tinha empatado com Taylor Swift na última passagem dela pela cidade.

Quatro shows viraram nove em cinco dias. E não é de artista que está no topo do Spotify. São os Backstreet Boys.
O que aconteceu em Toronto
No dia 2 de outubro, o grupo anunciou a temporada Into the Millennium – Homecoming: Live in Canada, patrocinada pela Rogers, com quatro datas no Rogers Centre em fevereiro de 2027. Toronto é a única parada do grupo na América do Norte no ano que vem, segundo o NOW Toronto e o Daily Hive.
A pré-venda para clientes da operadora abriu e a demanda atropelou o plano. Em 5 de outubro vieram mais duas datas, que levaram o total a seis e empataram com a última passagem de Taylor Swift pela cidade (CP24). Em 7 de outubro, a banda anunciou nas redes o nono show, citando "demanda avassaladora" (CP24 e CTV). A venda geral abriu hoje, 9 de outubro.
O Rogers Centre recebe até 50 mil pessoas por noite. Faz a conta.
Um disco de 1999 enchendo estádio
O gancho da turnê é o álbum Millennium, aquele de "I Want It That Way" e "Larger Than Life". O show promete os hits e faixas que o grupo quase nunca toca. Tem até uma loja temporária no aeroporto de Toronto, com produtos inspirados na capa do disco.
Brian Littrell lembrou que o Canadá foi um dos primeiros lugares a abraçar a banda. É verdade, e é também uma frase de quem sabe exatamente com quem está falando.

Opinião
Por que funciona
Posso falar algo polêmico? Os Backstreet Boys estão melhores de negócio hoje do que em 1999.
Em 1999 eles precisavam vender disco novo todo ano, disputar rádio com 'N Sync e provar que não eram moda passageira. Hoje não precisam provar nada. O público já está formado. Quem tinha 12 anos naquela época tem 40, tem cartão de crédito e quer uma noite com as amigas.
É o que eu chamo de enlace geracional ao contrário. Em One Piece, a obra puxa fã novo a cada década. Aqui, o fã raiz puxa a obra de volta. E muitas vezes traz o filho junto.
O formato também é esperto. Residência num lugar só, em vez de turnê de 40 cidades, concentra o custo de produção e transforma a viagem em evento. Quem mora em Montreal ou Vancouver vai a Toronto. É a lógica que a Sphere de Las Vegas popularizou, aplicada a um estádio de beisebol.
O contraponto é que nostalgia tem prazo. Nove noites em 2027 não garantem nove em 2030. Mas aí já é outro problema, e um problema bom de ter.
A lição de marca
A banda não depende do lançamento da semana. Depende de uma comunidade que ela construiu há quase 30 anos e nunca abandonou. Fizeram turnê, residência, disco de Natal. Ficaram presentes.
Quanto tempo a sua marca aguentaria sem lançar nada novo antes que o público esquecesse dela?



