49 mil no Morumbis: o São Paulo é campeão brasileiro feminino e encerra a era Corinthians
O São Paulo empatou por 1 a 1 com o Corinthians em 3 de outubro, no Morumbis, e ganhou seu primeiro Brasileirão Feminino A1. Com 49.405 ingressos vendidos, encerrou seis títulos seguidos do rival.
Em 30 segundos
- O São Paulo empatou por 1 a 1 com o Corinthians no Morumbis, em 3 de outubro, e levou o Brasileirão Feminino A1 com 3 a 2 no agregado.
- Os 49.405 ingressos vendidos formam o maior público da história de um jogo de futebol feminino entre clubes na América do Sul, segundo o clube.
- O título encerra a sequência do Corinthians, campeão das seis edições anteriores.

Durante seis anos, a pergunta do Brasileirão Feminino era quem ia perder para o Corinthians na final. Neste ano a resposta mudou.
No sábado, 3 de outubro, o São Paulo empatou por 1 a 1 com o Corinthians no Morumbis e ficou com o título do Brasileirão Feminino A1 pela primeira vez. Como tinha vencido a ida por 2 a 1 na Neo Química Arena, fechou o confronto em 3 a 2. Foram 49.405 ingressos vendidos.
Como foi a final
O São Paulo saiu na frente cedo, com gol de Bia Menezes logo nos primeiros minutos. O Corinthians empatou pouco depois com Juliete. Com o placar agregado ainda a favor das donas da casa, o jogo virou uma questão de resistir.
O momento decisivo veio no segundo tempo. O Corinthians teve um pênalti a favor, e a goleira Carlinha defendeu. Ali o título ficou bem mais perto do Morumbis. O time é comandado pelo técnico Thiago Viana.
Uma campanha que já avisava
Não foi zebra. O São Paulo terminou a primeira fase em primeiro, com 41 pontos em 17 jogos: 13 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. No mata-mata, eliminou Grêmio e Flamengo antes de reencontrar o Corinthians na decisão.
Do outro lado estava o time que dominou a década. O Corinthians foi campeão em 2018 e de 2020 a 2025, e segue como maior vencedor da competição. Perder a final em casa do rival tem peso.
O número que fica
Segundo o São Paulo, os 49.405 ingressos formam o maior público da história de um jogo entre clubes de futebol feminino na América do Sul. Não é público de amistoso com portão aberto. É gente que comprou entrada para ver uma decisão.
Opinião
O recorde vale mais do que a taça
Eu acho que o recorde de público importa mais do que o troféu. Troféu muda de dono todo ano. Estádio cheio é o que convence patrocinador, emissora e diretoria de que vale investir.
E a quebra da sequência do Corinthians também é boa notícia, inclusive para o próprio Corinthians. Liga em que todo mundo já sabe o campeão em março perde graça. Agora existe rivalidade de verdade no topo, com dois clubes grandes de São Paulo brigando por título e por torcida.
O desafio é não tratar isso como evento isolado. Lotar uma final é uma coisa. Encher o estádio numa quarta-feira de fase de grupos é outra, e é lá que se mede se o futebol feminino virou hábito ou só ocasião especial.
Você iria a um jogo do Brasileirão Feminino fora de final?



